sábado, 6 de junho de 2026

REPORTAGEM: A PUBERDADE - A IDADE DO DESAJEITAMENTO - VIRGINIE DUMONT - COM GABARITO

 Reportagem: A puberdadeA idade do desajeitamento

           Virginie Dumont

        A idade do desajeitamento

        Na puberdade os referenciais corporais mudam. É comum termos um andar desengonçado e gestos desastrados.

        As grandes transformações do corpo que acontecem na puberdade são desencadeadas por um sinal produzido pelos hormônios, que são fabricados pela hipófise, uma pequena glândula do cérebro. Ainda não se sabe muito bem por que este sinal é dado em um momento e não em outro.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgz-zmz2svFMMJKeckwjHC1DuqK7pSQlhJhbw1Qmoboddp_NsxolAs_-mV-rnf3QUmOSIFi1gi1KUnrbxrlADuDYFV9SrxNG4KMUzzxypEaePB-iBONO1E66rfOdF13n1LDYogn-98DUZ5TuVdYruI9Yy2WkWfsX9GUoJHsfjKb3mm8Yn6zjPLraqzvPlo/s320/14cb41e3-2127-4410-b573-4e19f6ac0f83.jpg


        O que é hormônio

        “Hormônio” vem de uma palavra grega que significa excitar. É uma substância elaborada por uma glândula, em uma pequeníssima quantidade (alguns bilionésimos de grama às vezes são suficientes). O hormônio é transportado pelo sangue e age sobre um determinado órgão, estimulando-o, excitando-o. Faz o papel de um mensageiro que assegura a transmissão de informações de um órgão para outro. Existem hormônios sexuais masculinos e femininos, hormônios de crescimento e muitos outros.

        As trocas com a minha família

        A puberdade, que diz respeito ao corpo, vem acompanhada de mudanças no jeito de pensar e agir. A partir dos 12-13 anos, estabelecemos relações diferentes com nossos pais: somos capazes de ter nossa própria opinião e de ser mais independentes. Pode acontecer de fazermos julgamentos críticos sobre eles e de não concordarmos com eles de forma a nos sentirmos incompreendidos. Entretanto, esses conflitos desagradáveis são necessários para afirmarmos nossa identidade. O essencial é não rompermos a comunicação.

DUMONT, Virginie & MONTAGNAT, Serge. Questões de amor 11-14 anos. São Paulo, Callis, 1998. p. 12, 13 e 36.

Fonte: Linguagem Nova. Faraco & Moura. 6ª série. 17ª edição, 2ª impressão. Editora Ática. São Paulo. 2003. p. 169-170.

Entendendo a reportagem:

01 – Por que o período da puberdade é frequentemente associado a um andar desengonçado e a gestos desastrados, segundo o texto?

      O texto explica que isso acontece porque, na puberdade, os referenciais corporais mudam devido às grandes transformações físicas pelas quais o corpo passa, o que justifica o título de "a idade do desajeitamento".

02 – De acordo com a reportagem, o que desencadeia as grandes transformações do corpo na puberdade e qual órgão é responsável por esse comando inicial?

      As transformações são desencadeadas por um sinal produzido pelos hormônios. A responsável por fabricar e emitir esse sinal é a hipófise, descrita como uma pequena glândula localizada no cérebro.

03 – Explique a origem etimológica da palavra "hormônio" e qual é a principal função que essa substância desempenha no organismo, conforme o texto.

      A palavra "hormônio" vem de um termo grego que significa "excitar". A sua principal função é atuar como um mensageiro que garante a transmissão de informações entre os órgãos, agindo sobre um órgão específico para estimulá-lo ou excitá-lo.

04 – O texto menciona que os hormônios atuam em quantidades extremamente pequenas. Que trecho do texto comprova essa afirmação?

      O trecho que comprova isso é: "[...] em uma pequeníssima quantidade (alguns bilionésimos de grama às vezes são suficientes)."

05 – De que maneira as relações familiares mudam a partir dos 12-13 anos e qual é a importância dos conflitos que surgem nessa fase?

      A partir dessa idade, os jovens passam a ter opiniões próprias, tornam-se mais independentes e começam a fazer julgamentos críticos sobre os pais, o que pode gerar discordâncias. Segundo o texto, esses conflitos desagradáveis são necessários para que o jovem afirme sua própria identidade, sendo essencial apenas que a comunicação entre eles não seja rompida.

 

CONTO: HISTÓRIA DE HEFESTOS - DOMÍCIO PROENÇA FILHO - COM GABARITO

 Conto: História de Hefestos

         Domício Proença Filho

        “Não sei falar bonito. Sou um deus do povo. Sou Hefestos, o metalúrgico. Fiquei até escabreado, o senhor não duvide, quando me pediu para falar de mim. Que que é isso, gente fina? Deixe eu ficar aqui tranquilão, na minha forja! Fale com os outros deuses. O pessoal aí, estão loucos para inventar histórias”.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjBxwi8AC_11EF3yxwJaPKusI3sSvK-Gr8UN9N3pT1Qw-49XiTCZ9qmvQQI4Ggc5NUnwBnSCDZvd1sK75PeYylDNUxm_OK1ur0G2vkjKUkKtHc44Kv6SBpnvT2eUSQobAusm4VNQUwwKgY7Ji2QPRrcyKqdkMFnI9v3PiuZ4e5S1Gs_LgKsujkyvy0A-Pc/s320/Vulcan_Coustou_Louvre_MR1814.jpg


        Esse deus, que personifica o brilho do raio e o fogo devorador e produtivo, foi rejeitado pela mãe por ser feio e coxo. Mais tarde, preparou uma vingança contra ela. assim como na introdução, o narrador conversa com um interlocutor imaginário, que pode ser o próprio leitor.

        “Deu-se que, fazia tempo, eu pensava em me vingar da minha mãe. O que ela fez comigo não se faz com ninguém, muito menos com um filho. Aquilo me roía o fígado. Eu sabia que a mulher de Zeus era muito presunçosa, cheia de vaidades. Então forjei o mais deslumbrante trono de ouro que o senhor possa imaginar. Pus nele todo o meu talento de construção, linhas certas, leves, uma harmonia única na peça toda, um adorno no centro do encosto trabalhadíssimo, filigranado, com a figura de um cuco estilizado, ficou uma figura fantástica. Mandei para o Olimpo como um presente, mas sem dizer para quem. Se o senhor ainda não sabe, vai ficar sabendo: eu conheço muito segredo da magia e da feitiçaria. Aprendi nas estradas de minha vida claudicante. Não deu outra coisa: Hera não demorou mais que uma frase para sentar-se na peça, o trono é meu, cheia de orgulho. Ficou maravilhada. Por causa de minhas artes, ela só sentia, naquele instante, o delírio do poder e da glória. E reinava diante dos basbaques dos seus súditos. Foi até meio engraçado. Ficou todo mundo paradão, olhando pra ela, e ela sorrindo, sorrindo. Mas mesmo a contemplação acaba cansando. O pessoal foram ficando com sono e se retiraram no fim da noite. Hera, ali, nem se deu conta de que era uma deusa só, naquela escuridão, embevecida com a luminosidade que saía da cadeira real. De repente, tenta levantar. Claro que não consegue. Meu presente estava encantado. Era minha vingança. Ela ficaria ali sentada para sempre, por toda a eternidade”.

PROENÇA FILHO, Domício. Estórias da mitologia – o cotidiano dos deuses. Rio de Janeiro, Leviatã, 1994. p. 198-199.

Fonte: Linguagem Nova. Faraco & Moura. 6ª série. 17ª edição, 2ª impressão. Editora Ática. São Paulo. 2003. p. 118-119.

Entendendo o conto:

01 – No início do texto, Hefestos afirma: "Não sei falar bonito. Sou um deus do povo. Sou Hefestos, o metalúrgico." Explique como a linguagem utilizada pelo personagem ao longo do conto reforça essa autoimagem de "deus do povo".

      A linguagem de Hefestos reforça sua identidade popular por meio do uso de marcas da oralidade, gírias e desvios da norma-padrão da língua. Expressões como "tranquilão, na minha forja", "Que que é isso, gente fina?", "Ficou todo mundo paradão" e a falta de concordância em "O pessoal aí, estão loucos" e "O pessoal foram ficando" aproximam a divindade do falar cotidiano do povo brasileiro, distanciando-o da erudição e da pompa tradicionalmente associadas aos deuses olímpicos.

02 – A estrutura narrativa do conto simula uma situação de comunicação específica. Como o narrador se posiciona em relação ao seu interlocutor e qual é o efeito dessa escolha para o leitor?

      O narrador-personagem estabelece um diálogo com um interlocutor imaginário (que pode ser interpretado como o próprio leitor), utilizando vocativos como "o senhor não duvide" e "Se o senhor ainda não sabe". Essa escolha cria um tom de conversa informal, como um desabafo ou uma linha de confidência, o que gera maior proximidade, empatia e cumplicidade entre o leitor e o deus Hefestos.

03 – De acordo com o texto, qual foi a principal motivação de Hefestos para planejar uma vingança contra sua mãe, Hera? O que essa motivação revela sobre o passado do personagem?

      A motivação de Hefestos foi o fato de ter sido rejeitado por sua mãe logo ao nascer, devido à sua aparência física (por ser considerado feio e coxo). Ele afirma que "o que ela fez comigo não se faz com ninguém", revelando que guardava um profundo rancor e mágoa por esse abandono originário, o qual "roía o seu fígado" há muito tempo.

04 – Hefestos utiliza seus conhecimentos e habilidades de duas áreas distintas para confeccionar e dar funcionalidade ao trono de ouro. Quais são essas áreas e como cada uma delas atua no plano de vingança?

      As duas áreas são o seu talento na metalurgia (ou artesanato/construção) e o seu conhecimento em feitiçaria (ou magia). O talento metalúrgico foi aplicado para criar um trono de ouro deslumbrante, harmonioso e irrecusável, servindo como a "isca" perfeita para atrair o orgulho de Hera. Já a feitiçaria, aprendida em suas andanças, foi usada para encantar o trono, fazendo com que Hera ficasse presa e impossibilitada de levantar assim que se sentasse.

05 – Explique de que maneira Hefestos se aproveita dos traços de personalidade de sua mãe, Hera, para garantir que sua armadilha funcionasse perfeitamente.

      Hefestos se aproveita da presunção, da vaidade e do orgulho de Hera. Sabendo que ela era extremamente vaidosa, ele enviou o trono ao Olimpo sem remetente, prevendo que o ego da mãe a faria reivindicar o objeto imediatamente para si. De fato, ao ver a riqueza do trono, ela assumiu o controle dizendo "o trono é meu", sendo cegada pelo "delírio do poder e da glória" antes mesmo de perceber que corria perigo.

 

 

CARTA: O MUNDO DE SOFIA - JOSTEIN GAARDER - COM GABARITO

 Carta: O mundo de Sofia

         Jostein Gaarder

        Querida Sofia!

        Li sua carta com grande interesse, mas também com alguma preocupação. Isto porque sinto decepcioná-la quanto ao seu convite para uma visita, um café, etc. Um dia nós ainda vamos nos encontrar, mas por um bom tempo ainda não vou poder aparecer na “curva do capitão”.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh9nPqH1KhzdqbxHVohPTmSSMwqWCfCaKc_x0yt0eLBlphTQlmMvpEo0VudUVbcgZZl0WrjbVjULPMP0umhb-Zgxy2N6gEXBBoXZHCoGX1bVB45YHNXnkAnqkuAEv45JZpPWPHxCUdnuhod0cOiEVUHu9P_6eUEHCOh0zjwa8aO-982y7roiL8KBI81gcE/s320/71mtH3DhUDL._AC_UF1000,1000_QL80_.jpg


        Devo acrescentar, também, que de agora em diante não vou mais entregar minhas cartas pessoalmente. Com o passar do tempo isto dicou arriscado. As próximas cartas serão entregues pelo meu mensageiro. Em compensação, elas serão entregues diretamente no seu esconderijo do jardim.

        Caso haja necessidade, pode entrar em contato comigo. Você só precisa colocar sua carta num envelope cor-de-rosa, junto com um pedacinho de doce ou um torrão de açúcar. Quando o mensageiro encontrar uma carta com estas características, ele a trará para mim.

        P.S. Não acho nada agradável ter de recusar o convite de uma dama. Mas às vezes não há outra saída.

        P.P.S. Caso você encontre uma echarpe vermelha, peço-lhe que a guarde com cuidado. Às vezes acontece de a gente trocar objetos. Principalmente na escola ou em lugares parecidos. E isto aqui é uma escola de filosofia.

Um grande abraço,

Alberto Knox

GAARDER, Jostein. O mundo de Sofia: romance da história da filosofia. Trad. João Azenha Jr. 30. impr. São Paulo, Cia. das Letras, 1998. p. 72.

Fonte: Linguagem Nova. Faraco & Moura. 6ª série. 17ª edição, 2ª impressão. Editora Ática. São Paulo. 2003. p. 178-179.

Entendendo a carta:

01 – Qual foi a reação do remetente, Alberto Knox, ao ler a carta enviada por Sofia e o que ele decidiu fazer a respeito do convite dela?

      Alberto Knox leu a carta com grande interesse, mas também com alguma preocupação. Ele decidiu recusar o convite de Sofia para uma visita ou um café, explicando que, embora eles vão se encontrar no futuro, por um bom tempo ele não poderá aparecer na "curva do capitão".

02 – O que mudará na forma como as cartas serão entregues a Sofia a partir daquele momento e qual foi a justificativa dada pelo remetente?

      A partir daquele momento, Alberto Knox não entregará mais as cartas pessoalmente, pois isso se tornou arriscado com o passar do tempo. Em vez disso, as próximas cartas serão trazidas por seu mensageiro, que as deixará diretamente no esconderijo dela no jardim.

03 – Caso Sofia sinta a necessidade de entrar em contato com Alberto Knox, quais instruções específicas ela deve seguir para que sua mensagem seja recolhida?

      Sofia deve colocar sua carta dentro de um envelope cor-de-rosa e incluir junto um pedacinho de doce ou um torrão de açúcar. Ao encontrar um envelope com essas características, o mensageiro saberá que deve levá-lo para Alberto Knox.

04 – No segundo pós-escrito (P.P.S.), Alberto Knox faz um pedido a Sofia sobre um objeto perdido. Que objeto é esse e que justificativa ele usa para explicar como as coisas podem sumir?

      Ele pede para Sofia guardar com cuidado uma echarpe vermelha, caso a encontre. A justificativa usada é que, às vezes, as pessoas trocam objetos sem querer, o que acontece principalmente na escola — e ele complementa dizendo que o lugar onde estão é "uma escola de filosofia".

05 – A partir da leitura da carta, o que se pode inferir sobre a relação atual entre Alberto Knox e Sofia e a dinâmica do aprendizado que está ocorrendo?

      Pode-se inferir que a relação deles é de mestre e discípula, envolta em mistério e segredo, já que eles não se conhecem pessoalmente e se comunicam escondidos do resto do mundo. A dinâmica de aprendizado funciona como um curso à distância por correspondência, onde a busca pelo conhecimento é tratada de forma metafórica como uma "escola de filosofia".

 

TIRINHA: PREPOSIÇÕES - ATIVIDADE 4 - COM GABARITO

 Tirinha: Preposições – atividades 4

 


O1 – O homem entrega uma declaração de amor à mulher e no 5º e no 6º quadrinho se mostra feliz por receber um bilhete dela, mas no 7º quadrinho aparece decepcionado e no último quadrinho descobrimos o porquê. Por que ele ficou triste?

      Porque não era uma carta, era o cartão de um psiquiatra.

02 – Por que você acha que a mulher teve essa atitude?

      Porque ela deve achar que ele está louco ou é um psicopata.

03 – Você concorda com a atitude da mulher? Por quê?

      Resposta pessoal do aluno.

04 – Releia o bilhete do 2º quadrinho: “Gravei seu nome no meu marca-passo. Você ficará pra sempre em meu coração.”

a) Há 3 preposições nesse bilhete. Transcreva-as.

      No (em + o), pra, em.

b) A preposição usada na primeira frase indica:

(  ) modo                   (  ) meio                    (X) lugar

c) A última preposição do bilhete indica:

(  ) modo                   (  ) meio                    (X) lugar

05) Numere a 2ª coluna de acordo com a 1ª, indicando o sentido das conjunções destacadas:

(1) Causa                   (4) Fiz a torta com biscoito maisena.

(2) Companhia        (6) O Flamengo jogou com o Fluminense e perdeu.

(3) Instrumento      (2) Chegou com a prima na festa.

(4) Matéria               (5) Dirija com cuidado.

(5) Modo                   (1) Assustou-se com o trovão.

(6) Oposição             (3) Cortou-se com a faca.

 

 

 

TIRINHA: PREPOSIÇÕES - ATIVIDADE 3 - COM GABARITO

 Tirinha: Preposições – atividade 3

 


 01 – As situações retratadas nos três primeiros quadrinhos são diferentes, mas têm algo em comum. O que elas têm em comum?

      Nas três cenas os personagens estão mentindo.

02 – As situações apresentadas nos três primeiros quadrinhos relevam que característica dos personagens:

a) compaixão.                                   c) preocupação.

b) depressão.                                    d) desonestidade.

03 – O último quadrinho revela uma moral da tirinha. Qual é o ensinamento transmitido por ela?

      Que não podemos esperar honestidade dos políticos se somos desonestos.

04 – Circule as preposições usadas nas falas da tirinha:

a) Disse ao filho que voltaria cedo.

      ao (a + o).

b) Pediu um dia folga para ir ao velório da avó.

      Para.

c) Todos eles exigem honestidade dos políticos.

      Dos.

05 – Na tirinha aparece a preposição DE, que pode ser usada com diferentes sentidos. Indique nas frases a seguir se essa preposição indica assunto, causa, instrumento, lugar, matéria, meio, modo ou posse:

a) Esse livro é da escola.

      Posse.

b) Você está tremendo de frio.

      Causa.

c) Vamos falar de você.

      Assunto.

d) Ele apanhou de cinto.

      Instrumento.

e) Não me olhe de cara feia.

      Modo.

f) Comprei um chapéu de palha.

      Matéria.

g) Ela chegou de São Paulo hoje.

      Lugar.

h) Nunca viajei de avião.

      Meio.

 

 

TEXTO: PREPOSIÇÕES - CONCEITO E ATIVIDADES - COM GABARITO

 Texto: Preposições – atividade 1

         Preposição – é a palavra que estabelece uma relação entre dois ou mais termos da oração. Ex.: Passe por aqui.  Vou com vocês. Gosto de você. Saímos sem destino.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjH45tJqi3v221icgcrB1RZQXAAyGN2tTLZBGld3Jv9qfGGBOlwCkpTNRD4yGibyteKSHofSwdSm-5LcqI8LeSsDrtuAUrOXLkaiTYc7LXpOlh-VI0cnSUNXl-fzGMX8DE_8BIOHmCSHhwah8mFQQm9qmgdtIddcaUQHXcWF5HeRO6GTPzZ-0hfFUbKwKo/s1600/PREPOSI%C3%87%C3%83O.jpg


         Preposições: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás.

         Combinação – A preposição se une a outra palavra e não perde som.

        A + A = À                  A + O = AO

*Quando o A pode ser trocado por O, esse A não é preposição.

Ex.: Vou a Vitória. (o A é preposição)

Essa é a minha filha.   Esse é o meu filho.   (o A é artigo)

 

        A + ONDE = AONDE.

Ex.: Aonde você vai?

 

        Contração – A preposição se une a outra palavra e há perda de som.

        DE + A = DA            DE + O = DO

Ex.: livro de história / livro da Maria / livro do João

 

        EM + A = NA            EM + O = NO          

        EM + ESTE = NESTE         EM + AQUELA = NAQUELA

Ex.: cheguei em casa / ganhei na loteria / ganhei no bingo

 

        POR + A = PELA     POR + O = PELO

Ex.: vou por aqui / passei pela casa dela / passei pelo mercado

 

Principais sentidos que as preposições representam:

 

Matéria – Ganhei um urso de pelúcia.

Posse – Esse livro é do professor.

Causa (motivo) – O cãozinho morreu de fome.

Finalidade (objetivo) – Eu leio para me tornar uma pessoa sábia.

Origem – Meus amigos são de Vitória.

Modo – Fez tudo com cuidado.

Instrumento – Ele se feriu com a tesoura.

Companhia – Vou sair com meus amigos.

Lugar – Passarei minhas férias em Fortaleza.

Oposição (sentido contrário) – Devemos protestar contra a violência

Assunto – Conversamos sobre você.

Tempo – Tenho um prazo de dez dias para ir embora.

Meio – A notícia foi divulgada pela televisão.

Preço – Vendi o carro por 10 mil reais.

 

Entendendo o texto:

 

01 – O que é uma preposição segundo o texto e qual é a sua função principal na oração? Dê dois exemplos retirados do texto.

      A preposição é a palavra que estabelece uma relação entre dois ou mais termos de uma oração. A sua função principal é conectar esses termos, criando uma ligação de sentido entre eles. Exemplos do texto: "Passe por aqui" e "Vou com vocês".

 

02 – Explique a diferença entre "combinação" e "contração" no processo de união de uma preposição com outra palavra, conforme as definições apresentadas.

      Na combinação, a preposição se une a outra palavra sem que ocorra perda de som (por exemplo, a junção da preposição A com o advérbio ONDE resulta em AONDE). Já na contração, quando a preposição se une a outra palavra, há perda de elementos fonéticos, ou seja, ocorre perda de som (por exemplo, a preposição DE mais o artigo A resulta em DA).

 

03 – O texto apresenta uma regra prática para diferenciar o "A" preposição do "A" artigo. Explique que regra é essa e demonstre sua aplicação utilizando os exemplos fornecidos.

      A regra consiste em tentar trocar o "A" por "O". Se a troca for possível mantendo o sentido masculino equivalente, esse "A" é um artigo e não uma preposição. No exemplo "Essa é a minha filha", é possível mudar para "Esse é o meu filho", provando que o "A" é artigo. Já na frase "Vou a Vitória", o "A" funciona como preposição.

 

04 – A preposição "com" pode estabelecer diferentes relações de sentido dependendo do contexto da frase. Identifique e explique os três sentidos diferentes que a preposição "com" assume nos exemplos do texto.

      No texto, a preposição "com" assume os seguintes sentidos:

      Modo: na frase "Fez tudo com cuidado", indica a maneira como a ação foi realizada.

      Instrumento: na frase "Ele se feriu com a tesoura", indica a ferramenta ou objeto utilizado que causou o ferimento.

      Companhia: na frase "Vou sair com meus amigos", indica as pessoas que estarão junto com o sujeito na ação.

 

05 – Analise as frases abaixo e, com base no texto, identifique a preposição (ou sua forma contraída/combinada) e o sentido que ela expressa em cada caso:

a)   "O cãozinho morreu de fome."

         A preposição é de e expressa o sentido de Causa (motivo).

 

b)   "Conversamos sobre você."

A preposição é sobre e expressa o sentido de Assunto.

 

     c) "Eu leio para me tornar uma pessoa sábia."

         A preposição é para e expressa o sentido de Finalidade (objetivo).

 

 

TIRINHA: PREPOSIÇÕES - ATIVIDADE 2 - COM GABARITO

 Tirinha: Preposições – atividade 2

 Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh5v4DdXIG0NKKVNldixvm5JtTVq1WAtCMZn0J-poEXP2H0a5jAXt8IurN_9SMSroqexWZz_fUGxUTLVIhsaXYgLqo4XsjRStFiAN6aFa_b8VT7JWV3E1r7q-wXNjuEJWcYlNqbqnukFv6p-FEKXRKxm-DsN3js66fanZ4MXzb7aUItxc8VMOlVaIpLBEg/s320/professora.jpg

01 – A charge não tem data, mas é possível saber em que dia ela provavelmente foi publicada. Que dia seria esse?

      15 de outubro.

02 – Como foi possível saber em que dia a charge foi publicada?

      Porque a menina está parabenizando a professora por seu dia e o dia do professor é dia 15 de outubro.

03 – Qual foi o presente dado pelo menino à professora?

      Uma moeda.

04 – A professora gostou do presente? Justifique com elementos textuais e não-textuais do texto.

      Sim, porque ela agradece e escorre uma lágrima de seu rosto.

05 – Essa charge mostra algo sobre a situação atual dos professores. Que situação é essa?

      Que os professores são mal remunerados.

06 – Releia a fala do menino: “Parabéns pelo seu dia, professora!”

a) Nessa fala, há uma preposição. Que preposição é essa?

      Pelo (preposição POR).

b) Essa preposição foi usada na frase indicando:

(  ) tempo.         (  ) instrumento.          (X) causa.           (  ) modo.


07 – A preposição POR (PELO / PELA) pode ser usada com outros sentidos. Indique nas frases a seguir se essa preposição indica meio, preço ou tempo:

a) Comprei esse livro por R$5 reais.

      Preço.

b) Nós estudamos pela manhã.

      Tempo.

c) Enviei o convite pelo correio.

      Meio.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

CRÔNICA: AO PERDEDOR, AS LATINHAS - ROGÉRIO MENEZES - COM GABARITO

 

Crônica: Ao perdedor, as latinhas

                Rogério Menezes

Nem a mais visionária das mães-dinás poderia imaginar: o ofício de catador de latinhas tornou-se uma profissão como outra qualquer. Com os ecos da crise econômica se abatendo sobre todos nós, o zé-povinho precisa usar a criatividade para continuar vivo – ou, pelo menos, emitindo alguns, ainda que mínimos, sinais vitais. Resultado: à Lavoisier, o lixo metálico produzido pelas classes A, B, C e D ajuda a comprar brioches para alimentar a classe Z, aquele lumpesinato que cada vez aumenta mais de consistência e volume nas grandes e pequenas cidades do país.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiSqXFP4n-fQdQ9nYpJLY6FOqfobj4yYlf3GGvwtXfrodt8HfA4-9c6vk7tsfSSIA1ZHjR0kNeQO9H_N0CdxoMXWe8RKetBNFZnncc-IGy5EpZGQl6HzEhdzznHoXINlI-W9dz_2ivDmmxDtFR6DojW8-w4HA3Diir0n3dDanGl0mBOuq_P9WFP6fqC1Dk/s320/04LW486.jpg




Carnaval é festa esperada com ansiedade por essa nova categoria de profissionais que os IBGEs da vida ainda não catalogaram. Nada mais justo: nesse período, de alto consumo de produtos armazenados em invólucros de alumínio, tiram o pé da lama. E o que se viu por aí, pelas ruas do país, foi um aguerrido exército, sempre à espreita para catar aquela latinha que, displicentemente, alguém acabou de jogar no chão.

Não existe limitação de idade para o exercício da profissão de catador de latinhas. Também não exige formação específica, nem o ensino fundamental completo, nem rudimento de alfabetização. O básico para se tornar exímio profissional do setor é aquela condição humana que nos leva a fazer seja lá que diabo for para não virar comida de abutres.

Salvador, no Carnaval, uma das maiores usinas de geração de latinhas de cerveja e refrigerantes do planeta, é a Meca, o lugar ideal, a cidade dos sonhos de todos esses valentes profissionais que vivem das sobras do lixo ocidental: a Las Vegas deles.

Os catadores de latinhas podem ser família completa: pai, mãe e muitos filhos, todos imersos na faina diária de coletar o maior número possível de peças de alumínio para revenda. Ao final de suada semana de trabalho, podem faturar talvez R$5, talvez R$10, o que pode parecer pouco para gente como a gente, que está na base da pirâmide invertida, também conhecida como elite. Para eles, não. Serve ao menos para adiar a morte por fome, bala ou vício.

No Carnaval de Salvador, o espaço nobre para os catadores de latinhas é aquele, virtual, criado entre a passagem de um bloco de trio e outro. Em ritmo de emboscada, espremidos entre as paredes dos prédios e a multidão que saracoteia ao redor, mergulham sem medo  no lixo alumínico recém-jogado e enchem muitos sacos com as cobiçadas peças.

Ser catador de latinhas pode parecer fácil, mas não é. O.k., não precisa de exame vestibular. Muito menos daquela série de documentos que se costuma exigir quando somos admitidos em algum emprego. Mas o exercício dessa profissão requer rapidez, agilidade, disposição física, fôlego e certo estoicismo. Afinal de contas, não deve ser muito reconfortante para o ego viver das sobras do lixo produzido por outros homens, aparentemente tão filhos de Deus quanto.

De qualquer forma, não será de todo absurdo se, da próxima vez que perguntarmos a alguma criança da periferia das metrópoles o que gostaria de ser quando crescer, ouvirmos: “Quero ser catador de latinhas, tiô!”


(Rogério Menezes, Revista Época de 19 de março de 2001)

 

 

Interpretação de texto

 

01. Assinale a ÚNICA alternativa que NÃO corresponde às ideias apresentadas pelo autor.

a.     As pessoas são levadas a catar latinhas para não morrer de fome.

b.     A luta pela sobrevivência nas cidades fez surgir uma nova profissão: catador de latinhas.

c.     Catar latinhas é uma profissão rendosa, pois

permite aos seus profissionais comprar brioches.

d.     É humilhante precisar catar latinhas para sobreviver.

 

02. Neste texto, o autor critica

a.         as pessoas que jogam latinhas de cervejas ou

refrigerantes no chão, sujando as cidades. 

b.     a desigualdade social, fazendo com que algumas pessoas tenham que viver do lixo produzido por outras.

c.     o alto consumo de bebidas durante o Carnaval, gerando um aumento excessivo de lixo metálico.

d.     o fato de o zé-povinho catar latas na rua, atrapalhando a imagem do país no exterior.

 

03. Assinale a ÚNICA alternativa em que a palavra ou

expressão em destaque NÃO está adequadamente

interpretada de acordo com seu sentido no texto.

a.            “...pai, mãe e muitos filhos, todos imersos na faina 

diária de coletar o maior número possível de peças de alumínio...”

 (linhas 19-20) = trabalho

b.       “Nem a mais visionária das mães-dinás poderia

imaginar: o ofício de catador de latinhas tornou-se uma profissão...”

(linhas 1-2) = videntes

c.       “Resultado: à Lavoisier, o lixo metálico produzido pelas classes A, B, C e D ajuda a comprar brioches para alimentar a classe Z...” (linhas 4-5) = nada se perde, mas se transforma

d.       “...não será de todo absurdo se, da próxima vez que perguntarmos a alguma criança da periferia das metrópoles...” (linhas 33-34) = vizinhança

 

04. Assinale a ÚNICA alternativa em que as palavras ou

expressões NÃO denunciam as condições sub-humanas dos catadores de latinhas:

a.     profissionais que vivem das sobras do lixo ocidental.

b.     categoria de profissionais que os IBGEs da vida

ainda não catalogaram.

c.     classe Z.

d.     aguerrido exército.

 

 


quinta-feira, 4 de junho de 2026

TESTE SOBRE VARIAÇÕES LINGUÍSTICA E FIGURAS DE LINGUAGEM - COM GABARITO

 TESTE SOBRE VARIAÇÕES LINGUÍSTICA E FIGURAS DE LINGUAGEM

01.Considere o texto abaixo:
“A variação é inerente às línguas, porque as sociedades são divididas em grupos: há os mais jovens e os mais velhos, os que habitam numa região ou outra, os que têm esta ou aquela profissão, os que são de uma ou outra classe social e assim por diante. O uso de determinada variedade linguística serve marcar a inclusão num desses grupos, dá uma identidade para os seus membros. Aprendemos a distinguir a variação. Quando alguém começa a falar, sabemos se é de São Paulo, gaúcho, carioca ou português. Sabemos que certas expressões pertencem à fala dos mais jovens, que determinadas formas se usam em situação informal, mas não em ocasiões formais. Saber uma língua é ser “poliglota” em sua própria língua. Saber português não é só aprender regras que só existem numa língua artificial usada pela escola. As variações não são fáceis ou bonitas, erradas ou certas, deselegantes ou elegantes, são simplesmente diferentes. Como as línguas são variáveis, elas mudam.”


FIORIN, José Luiz. “Os Aldrovandos Cantagalos e o preconceito linguístico”. In O direito à fala. A questão do preconceito linguístico. Florianópolis. Editora Insular, pp. 27, 28, 2002.


Assinale a alternativa que apresenta ideia incompatível com o que se defende no texto do professor José Luiz Fiorin.
a) Todo o falante nativo de uma determinada língua tem competência linguística, portanto a norma padrão seria uma dentre as variedades da língua.
b) Visto que qualquer língua é essencialmente heterogênea, cabe à escola enfatizar o conhecimento das regras, a fim de que os falantes desenvolvam a competência discursiva.
c) A língua sofre a influência do contexto em que o falante está inserido, dessa forma ensino da língua não preconceituoso pressupõe reconhecer o fato de que as diferentes formas de falar constituem variedades linguísticas que não devem ser desprezadas.
d) A competência discursiva do aluno não pode ser medida pela variedade linguística por ele empregada.
e) O falante “poliglota” revela sua competência linguística uma vez que é capaz de distinguir diferentes variações em sua própria língua.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiCmGZKMbHxLGHPwrc1TdQPra0_Mz48b4dLn57QA3pdFTv8DnoXWYhteks7YYdpu5JMym0h8NDKkjLp_8ke_DBA0xD3e9PMfd3YhKuFblwgQ8ofSTZ05und3IrKXbvrDt10o7TCyZDL-J9Ddbl7IHcwC6Tdf42b3mFQgZv6r6WjPsbcmQPLlYTr9qK758k/s320/TESTE.png


02. No trecho “quando alguém começa a falar, sabemos se é de São Paulo, gaúcho, carioca ou português” (l.5). O autor faz referência a um tipo de variação linguística que se encontra na alternativa:

a. sociocultural
b. histórica
c. geográfica
d. coloquial

 

03.Considere o texto abaixo:
“Os linguistas sabem que não vale tudo, porque a língua, em todas as suas variantes, obedece a um conjunto de regras. Sabem, no entanto que esse conjunto de regras pode ser distinto de uma variante para a outra. Em segundo lugar, é preciso considerar que há formas linguísticas que podem ser usadas em determinadas situações de comunicação e não em outras e que há regras que são observadas por todos os falantes de uma dada língua e outras que não são gerais. (...)
Usar uma variante inadequada cria uma imagem inadequada do falante. “


FIORIN, José Luiz. “Os Aldrovandos Cantagalos e o preconceito linguístico.” In O direito à fala. A questão do preconceito linguístico. Florianópolis. Editora Insular, pp. 35,36, 2002.

Com base no texto, levando em consideração a situação de interlocução, assinale a alternativa que apresenta inadequação quanto ao aspecto linguístico.
a. Por gentileza, senhor, dirija-se a segunda sala. (a secretária de uma empresa para um cliente)
b. A gente é também responsável pelo fracasso do aluno, se os governantes não faz o que eles merece, nós temo a obrigação de fazer. (um professor em uma reunião de pais e mestres.)
C. -Lê, a comida está na geladeira, não deixa nada sujo garoto.
–tá bom, já ouvi.( diálogo entre irmãos)
d.KD vc?? Sumiu?
tô estudando.
tá bom. Xau,xau.( conversa de amigos no MSN)

 

04.(U. F. VIÇOSA) — Suponha um aluno se dirigindo a um colega de classe nestes termos: “Venho respeitosamente solicitar-lhe se digne emprestar-me o livro.” A atitude desse aluno se assemelha à atitude do indivíduo que:
a) comparece ao baile de gala trajando “smoking”.
b) vai à audiência com uma autoridade de “short” e camiseta.
c) vai à praia de terno e gravata.
d) põe terno e gravata para ir falar na Câmara dos Deputados.
e) vai ao Maracanã de chinelo e bermuda.

 

05. .Comente sobre a linguagem dos textos, se é conotativa ou denotativa, se são literários ou não literários.
a.
Na região nordeste do Japão, devastada pelo terremoto e tsunami de 11 de março, 25 mil soldados japoneses e americanos entraram no terceiro dia de buscas de vítimas. Até o momento apenas 167 corpos foram recuperados.

 

Linguagem: Denotativa. As palavras são usadas em seu sentido literal, real e objetivo, sem dupla interpretação. O foco é transmitir informações exatas sobre o acontecimento.

Natureza: Não literário. Trata-se de um texto jornalístico (uma notícia ou informativo). Sua única função é informar o leitor sobre fatos reais da forma mais direta e clara possível, sem preocupação com a beleza estética ou expressão de sentimentos.

Texto b.

b. Máquina breve
O pequeno vaga-lume
com sua verde lanterna,
que passava pela sombra
inquietando a flor e a treva
— meteoro da noite, humilde,
dos horizontes da relva;
o pequeno vaga-lume,
queimada a sua lanterna,
jaz carbonizado e triste
e qualquer brisa o carrega:
mortalha de exíguas franjas
que foi seu corpo de festa

 

 Linguagem: Conotativa. O texto está repleto de sentido figurado e metáforas. O vaga-lume é chamado de "máquina breve" e sua luz natural virou uma "verde lanterna". Ele também é comparado a um "meteoro da noite". As palavras ganham novos significados para criar imagens poéticas.

 Natureza: Literário. É um poema (composto por versos e estrofes). O objetivo principal não é dar uma notícia ou informar um dado científico sobre o inseto, mas sim emocionar, provocar reflexão sobre a brevidade da vida e criar uma experiência estética e artística por meio das palavras.

06. (UEL-PR) – Está usada em sentido denotativo a palavra sublinhada em:
a Embriagava-se daquela paisagem de intensas cores e cheiros.
b)
O homem batendo com violência no animal, que se aproximava vagarosamente..
c) Era a brisa do amanhecer que lhe afagava no peito uma tênue esperança.
d) A menção à sua beleza e encantos próprios iluminou-se o sorriso.
e) A freada fez o pneu assobiar no asfalto, mas nada houve, além disso.

07. (FUVEST–SP) – Na frase “(...) data da nossa independência política, e do meu primeiro cativeiro pessoal”, ocorre o mesmo recurso expressivo de natureza semântica que em:
a) Meu coração / não sei por quê / Bate feliz / quando te vê.
b) Há tanta vida lá fora / Aqui dentro, sempre / Como uma onda no mar.
c) Se lembra da fogueira, / Se lembra dos balões, Se lembra dos luares dos sertões?
d) Meu bem querer, / É segredo, é sagrado, / Está sacramentado / Em meu coração.

 

MAR PORTUGUÊS


Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

 

08. Em relação aos versos acima, ocorrem, respectivamente, duas figuras de linguagem nomeadas:
a) Metáfora e onomatopéia.
b) Catacrese e ironia.
c) Anacoluto e antítese.
d) Pleonasmo e metáfora.