quinta-feira, 20 de novembro de 2025

MÚSICA (ATIVIDADES): O MOCHO E A GATINHA - ADRIANA CALCANHOTTO - COM GABARITO

 Música (atividades): O Mocho e a Gatinha

           Adriana Calcanhotto

O Mocho e a Gatinha foram pro mar
Num lindo bote verde-ervilha,
Eles tinham mel e grana a granel
E uma nota de um milha.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEioLcZMGuYNKA2uNNLIJbAB3HjIrm3HfUangL0z8nKXXCPlsYhyphenhyphenxsACFxoDT3W4tS6UNhQJAK8Te70ObnsHkOROyXpTRYhRzEJ91zADkNa5lgHdYNRxiOAYztOGdXVPDLpC3axCbwfKD3FBL5wc0FpJapvulBCpcIMWiDm8JR9gghONkgHtdHAQ2BGzC3s/s320/MG2.jpg


O Mocho olhou pro o céu
E cantou na viola de lata,
"Que linda gata! Que linda gata,
Que linda gata Deus me deu.

Me deu
Me deu.

Que linda gata Deus me deu!"
E de braço dado, na praia do lado,
Saíram a dançar sob a luz do luar,
Luar,
Luar,
Saíram a dançar sob a luz do luar
.

Composição: Augusto de Campos / Cid Campos / Edward Lear. Música: Cid Campos. In: Adriana Partimpim – o show. [S.I.]: Sony & BMG, 2005. DVD.

Fonte: Set Brasil. Ensino Fundamental, anos finais, 7º ano, livro 2. Thaís Ginícolo Cabral – São Paulo: Moderna, 2019. p. 95.

Entendendo a música:

01 – Qual foi a principal atividade que o Mocho e a Gatinha fizeram no início da canção?

      A principal atividade inicial foi ir para o mar em um "lindo bote verde-ervilha".

02 – Que tipo de instrumento musical o Mocho utilizou para cantar para a Gatinha?

      O Mocho utilizou uma viola de lata.

03 – O que o Mocho e a Gatinha fizeram após chegarem à praia ("praia do lado")?

      Eles saíram a dançar (de braço dado) sob a luz do luar.

04 – Quais são os dois itens/recursos que o Mocho e a Gatinha possuíam "a granel" no bote?

      Eles tinham mel e grana (dinheiro) a granel.

05 – Qual o sentimento principal que o Mocho expressa na letra da música, repetindo a frase "Que linda gata Deus me deu!"?

      O Mocho expressa um sentimento de admiração/êxtase (pela beleza da gata) e gratidão/alegria (por tê-la ao seu lado).

 

 

 

NOTÍCIA: ABELHAS DE ALUGUEL - FRAGMENTO - PAULO D'AMARO - COM GABARITO

 Notícia: Abelhas de aluguel – Fragmento

        Apicultores brasileiros começam a descobrir a polinização por colmeias, a técnica para elevar a produção agrícola que tomou conta dos Estados Unidos e da Europa

Paulo D’Amaro

        Elas são confinadas aos milhares em pequenas casas de madeira, ao redor das grandes plantações. Trabalham 365 dias por ano, sem direito a férias nem fins de semana, e não recebem nada em troca. Um típico caso de escravidão rural, que já se transformou numa prática perfeitamente legal e recomendável na Europa e nos Estados Unidos: o uso das abelhas para melhorar a produção agrícola.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEglrmABTTEhTOj30MdQjbJ3ZXFouMmoWmaYEaykO_nfqHdkBEK4AyPdNKHPxyb9n46mM3HKLGcZwY9CY04doDCf_BX3G0UFaKcOAiNoFVZC7pdttvnrjkSesGPAdZv8XUu92h4sHQJeKIBU1r23HkUT4aDSLSW7ugTmWIxuwZ5KG1m1T8Mv-7gcW8zzDgU/s320/Imagem_Pesquisa-analisa-a-produ%C3%A7%C3%A3o-de-mel-por-abelhas-sem-ferr%C3%A3o-na-amazonia-peruana-1024x768.jpg


        Não é novidade que esses insetos ajudam a transferir o pólen — elemento reprodutor masculino dos vegetais — de uma flor para outra. Mas, nas últimas décadas, cientistas e agricultores têm feito desses parceiros naturais uma eficiente mão-de-obra para polinizar lavouras e aumentar a produtividade e a qualidade de frutas, legumes e grãos.

        Em muitos países do mundo, apicultura hoje não é mais uma atividade secundária, quase sempre de pequeno porte, e muito menos sinônimo de mel, que virou um subproduto. A grande meta dos apiários agora é a polinização, um negócio altamente lucrativo. [...]

        Dependendo do tipo de plantação, uma colmeia, com cerca de 60 000 abelhas, produz de 1 a 10 quilos de mel por semana. O que significa pelo menos 1,5 milhão de visitas coletivas às flores em busca da saborosa solução de água, açúcar e sais minerais do néctar, usado para produzir mel e enfrentar o inverno. Nesse vai e vem, elas levam outra riqueza: grãos de pólen, que as flores depositam estrategicamente em pequenas hastes, chamadas anteras, para lambuzar as visitantes. Carregadas com o precioso produto, voam de flor em flor, espalhando os grãos da fecundidade. [...]. Mas não é só a busca frenética do néctar ou do pólen que faz das abelhas melhores polinizadoras do que borboletas, besouros ou moscas. Elas vencem os rivais em eficiência por uma outra característica, batizada pelos cientistas de “fidelidade alimentícia”. Enquanto a borboleta abandona facilmente um laranjal para se embrenhar no mato atrás de flores silvestres, a abelha só deixa a plantação quando não há mais flores a visitar.

        [...].

Fonte: D’Amaro, P. Superinteressante, 31 out. 2016. Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/abelhas-de-aluguel. Acesso em: 22 abr. 2019.

Fonte: Set Brasil. Ensino Fundamental, anos finais, 7º ano, livro 2. Thaís Ginícolo Cabral – São Paulo: Moderna, 2019. p. 306-307.

Entendendo a notícia: 

01 – Qual é a técnica ou prática para elevar a produção agrícola que está se popularizando no Brasil e já é comum nos Estados Unidos e na Europa?

      A técnica é a polinização por colmeias, ou o uso das abelhas para melhorar a produção agrícola.

02 – De que forma as abelhas são confinadas para serem usadas nessa prática?

      Elas são confinadas aos milhares em pequenas casas de madeira, ao redor das grandes plantações.

03 – Nas últimas décadas, qual o novo papel que cientistas e agricultores têm dado às abelhas, transformando-as em "eficiente mão-de-obra"?

      O novo papel é de polinizar lavouras para aumentar a produtividade e a qualidade de frutas, legumes e grãos.

04 – O que se tornou a "grande meta" dos apiários (local de criação de abelhas) hoje em muitos países, em contraste com a produção de mel?

      A grande meta é a polinização, que se tornou um negócio altamente lucrativo, enquanto o mel virou um subproduto.

05 – Qual é o elemento reprodutor masculino dos vegetais que as abelhas ajudam a transferir de uma flor para outra?

      O elemento reprodutor é o pólen.

06 – Que termo os cientistas utilizam para descrever a característica que torna as abelhas mais eficientes polinizadoras do que outros insetos (como borboletas e moscas)?

      O termo é "fidelidade alimentícia".

07 – Dê um exemplo que o texto usa para ilustrar a "fidelidade alimentícia" das abelhas em contraste com a borboleta.

      Enquanto a borboleta abandona um laranjal facilmente para procurar flores silvestres, a abelha só deixa a plantação quando não há mais flores a visitar.

 

CRÔNICA: A PERFEIÇÃO NÃO EXISTE - FRAGMENTO - TOSTÃO - COM GABARITO

 Crônica: A perfeição não existe – Fragmento

             Tostão

        Os trinta anos da conquista da Copa do Mundo de 70 estão sendo muito comemorados. Recentemente, sentei-me diante da TV para assistir, na íntegra, aos jogos daquela seleção. Com ansiedade, orgulho e saudade, tentei ver as partidas com o olhar crítico de um comentarista e sem a emoção daquele momento.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiaAmyCwWe2gNL9djpdASQPMtW69-VaBVN_TcYIiMVas1qxLhA1PeDvOGipjQfWBi8elHOKiB_FiLeWGAmOXsXUWiQDFmyoeiqMtZjNKIUQV9m2enYdKThsjBj5D6FypzkJ1Jx6rfbS3lMWK7WGuo9KUwWoze2GzkrvOSsMVndmdQGOQfXwY0hSjMXAI90/s320/foto12.jpg


        Queria entender a magia daquele time, idolatrado desde a conquista do título. Sei que foi a primeira Copa transmitida ao vivo pela TV, que o Brasil ganhou todas as partidas, que goleou a Itália na final por 4 a 1 e que havia um grito contido no povo, por causa da ditadura, mas existe um encanto ou uma admiração por aquela equipe que ultrapassa meu entendimento.

        Naquela época, a marcação individual e a velocidade eram infinitamente menores que hoje.

        Parreira disse, numa entrevista à revista Placar, que ver hoje a seleção de 70 atuar é um exercício de paciência por causa da lentidão. O treinador (na época, observador e auxiliar da preparação física) é um apaixonado pela marcação, pela velocidade e pelo futebol moderno.

        [...]

TOSTÃO. A perfeição não existe. São Paulo: Três Estrelas, 2012. p. 28.

Fonte: Set Brasil. Ensino Fundamental, anos finais, 7º ano, livro 2. Thaís Ginícolo Cabral – São Paulo: Moderna, 2019. p. 30.

Entendendo a crônica:

01 – Qual é o evento esportivo que está sendo comemorado, levando o autor a rever as partidas na TV?

      A comemoração dos trinta anos da conquista da Copa do Mundo de 70 pela Seleção Brasileira.

02 – Com qual olhar Tostão tenta assistir aos jogos da Copa de 70, em contraste com a emoção da época?

      Ele tenta assistir com o olhar crítico de um comentarista, buscando analisar as partidas de forma objetiva, em vez da emoção do momento da conquista.

03 – Quais são os fatores que o autor menciona que podem ter contribuído para a magia e a admiração duradoura pela Seleção de 70?

      Ele menciona que foi a primeira Copa transmitida ao vivo pela TV, o Brasil venceu todas as partidas (goleando a Itália na final por 4 a 1) e havia um grito contido no povo por causa da ditadura.

04 – Qual é a principal diferença técnica apontada pelo autor entre o futebol da época da Copa de 70 e o futebol atual?

      A marcação individual e a velocidade eram infinitamente menores naquela época do que são hoje.

05 – Qual foi a opinião de Parreira, citada na crônica, sobre a lentidão da Seleção de 70 quando vista hoje?

      Parreira disse, em entrevista à revista Placar, que ver a seleção de 70 atuar hoje "é um exercício de paciência por causa da lentidão."

 

 

NOTÍCIA: POTENCIALIDADES DA BIODIVERSIDADE AMAZÔNICA - FRAGMENTO - COM GABARITO

 Notícia: Potencialidades da biodiversidade amazônica – Fragmento

        A diversidade e a extensão da Floresta Amazônica levam muitas pessoas à conclusão de que os solos amazônicos são férteis, pois as árvores altas e de copas largas necessitam de muitos nutrientes para se desenvolver.

        Na realidade, porém, os solos amazônicos são pobres em nutrientes.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiKoK_6bk2iNDoRXoYEw4tA_FinGZpTrgCUoxt7a2QwRbImfAJQsqcG-bhbrdpQCEbZ2MtocOS6NRRGz7noiN50wd9xJqBssZOaKfSOMbvBtErkgu-XwjxVuiRiJlGb5gFKzmJgD56wZ8J2VwKpU8TivpBzo1CIyiiNnyD0ugyPxxCpgtYkF0j2XgajWw0/s320/amazonia_floresta_1200X630.jpg


        Como a floresta é muito densa, forma-se sobre o solo uma camada de folhas, galhos e troncos que, ao se decompor, repõem os nutrientes necessários para a manutenção da floresta.

        [...] Existe uma grande diferença entre os solos das planícies de rios afluentes e o conjunto de solos da faixa aluvial Solimões-Amazonas. Na realidade, os mais ricos solos de toda a Amazônia, que se destacam em relação aos imensos setores de solos mais pobres, constituem uma grande exceção. Convém lembrar que, apesar dos mosaicos de lagos, furos, igarapés e paranás-mirins, foi essa planície aluvial extensa o primeiro conjunto de solos úteis para as populações amazônicas tradicionais, por meio de cultivo tipo vazante, criação de gado bovino e pesca em todas as correntes e massas fluviais. Lembro que alguns técnicos mal preparados para entender a importância popular das chamadas várzeas amazônicas, em termos de sobrevivência de populações ribeirinhas, pressionavam empresários e governadores para fazer grandiosas plantações de arroz no espaço total das planícies. Uma proposta que demonstra uma lamentável falta de compromisso com o social regional.

        [...]

        No que concerne às terras firmes, a qualidade do solo para fins de atividades agrárias e agropecuárias é muito importante. O solo foi formado por uma evolução integrada da floresta e de todos os seus componentes: os herbáceos, os subarbustivos e as grandes árvores, etc. De tal maneira que o solo que a floresta engendrou não tem nada a ver com o solo que os agricultores pensam que vão encontrar quando devastam as florestas e queimam as toras para tentar fazer alguma agricultura. Nunca deu certo a agricultura extensiva, então os proprietários de terra entraram no domínio da agropecuária e, sobretudo, da pecuária mesmo. E isso é um problema muito sério porque os proprietários que compraram terras por preços aviltadíssimos na Amazônia dizem sempre: “agora a terra é minha e eu faço com ela o que quiser e quando quiser”. Esse é o grande dilema da Amazônia em relação à destruição da cobertura vegetal para atividades ditas agropecuárias.

        [...]

AB’SABER, Aziz. Aziz Ab’Saber: problemas da Amazônia brasileira. Entrevistadores: Dario Luís Borelli et. Al. Revista de Estudos Avançados, São Paulo, v. 19, n. 53, jan./abr. 2005. Disponível em: www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142005000100002. Acesso em: 11 abr. 2019.

        A região amazônica registra insolação intensa (por estar próxima ao Equador), umidade permanente (graças à ocorrência frequente de massas úmidas de ar) e baixa amplitude térmica, isto é, a diferença entre a temperatura mínima e a máxima é muito pequena. Essas condições climáticas garantem uma taxa de fotossíntese elevada, o que contribui para o desenvolvimento da floresta e a manutenção da sua diversidade.

        Essas características permitem afirmar que a floresta tem importante papel nos processos naturais que ocorrem na região amazônica. Ela contém grande biodiversidade, oferece proteção aos solos e participa da regulação do clima.

        A degradação dessa floresta resulta em graves consequências sociais e ambientais para toda a região, além de afetar significativamente a população que vive nessas áreas.   

Fonte: Set Brasil. Ensino Fundamental, anos finais, 7º ano, livro 2. Thaís Ginícolo Cabral – São Paulo: Moderna, 2019. p. 422-423.

Entendendo a notícia:

01 – Qual é a conclusão equivocada que muitas pessoas têm sobre os solos amazônicos e, na realidade, como a floresta consegue obter os nutrientes necessários para se manter densa e desenvolvida?

      A conclusão equivocada é que os solos amazônicos são férteis. Na verdade, os solos são pobres em nutrientes. A floresta se mantém porque uma densa camada de folhas, galhos e troncos se forma sobre o solo e, ao se decompor, repõe os nutrientes necessários.

02 – Onde se localizam os solos mais ricos de toda a Amazônia e por que essa faixa aluvial era importante para as populações tradicionais?

      Os solos mais ricos constituem uma exceção e se localizam na faixa aluvial Solimões-Amazonas (várzeas). Essa planície aluvial era útil para as populações tradicionais para o cultivo tipo vazante, a criação de gado bovino e a pesca.

03 – Qual é a diferença fundamental entre o solo que a floresta "engendrou" nas terras firmes e o solo que os agricultores esperam encontrar ao devastar e queimar a cobertura vegetal?

      O solo da floresta é resultado da evolução integrada com todos os seus componentes (árvores, herbáceos, etc.). O solo que os agricultores encontram após a devastação e queima não é adequado para a agricultura extensiva, levando-os a migrar para o domínio da agropecuária, principalmente a pecuária.

04 – Qual é o "grande dilema da Amazônia" em relação à destruição da cobertura vegetal para atividades agropecuárias, conforme a citação de Aziz Ab'Saber?

      O grande dilema é a mentalidade dos proprietários que adquiriram terras por preços baixos e afirmam: "agora a terra é minha e eu faço com ela o que quiser e quando quiser", desconsiderando o impacto da destruição para as atividades agropecuárias.

05 – Quais são as três condições climáticas da região amazônica que garantem uma elevada taxa de fotossíntese?

      As condições são:

      Insolação intensa (proximidade do Equador).

      Umidade permanente (ocorrência frequente de massas úmidas de ar).

      Baixa amplitude térmica (pequena diferença entre temperatura mínima e máxima).

06 – Quais são os três papéis importantes que a floresta desempenha nos processos naturais e regionais da Amazônia?

      A floresta desempenha um importante papel em:

      Contém grande biodiversidade.

      Oferece proteção aos solos.

      Participa da regulação do clima.

07 – Além de afetar a população que vive nas áreas de floresta, quais são as graves consequências gerais resultantes da degradação da Amazônia?

      A degradação da floresta resulta em graves consequências sociais e ambientais para toda a região (além da população local).

 

TEXTO: CLASSIFICAÇÃO DAS PLANTAS - SADAVA, D. - COM GABARITO

 Texto: Classificação das plantas

        As plantas podem ser classificadas em quatro grandes grupos, de acordo com suas características.

        Grupos de plantas

        No planeta Terra, há grande diversidade de plantas, com as mais variadas formas e ocupando os mais diversos ambientes.

        Para facilitar a compreensão desse grupo de seres vivos, os botânicos estabeleceram alguns critérios que possibilitam a classificação científica das plantas. Entre os critérios utilizados estão a presença ou a ausência de tecidos condutores de seiva, de sementes e de frutos.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiva5eIqZAadYOadxMzcN0QGXd96suEzlTopkIbO6lfZVkANvZy44LYroDsKgIUTMzodkssI27_n3kxcg9y0Tjoo-SG_xgtWj4P0j5mkAJH8qpYBApxWD2dlWjR2aT7J583nPo7JN0mrPvmz65oKTPJxST_fLYKwmBiyi12uA0RkLH_9p2cPvFmlzdfdZQ/s1600/images.jpg


        De acordo com esses critérios, as plantas podem ser agrupadas de diferentes formas. Neste texto, adotamos uma classificação que divide as plantas em quatro grandes grupos: briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas.

        A evolução das plantas

        As pesquisas científicas indicam que as plantas evoluíram de um ancestral semelhante às algas verdes atuais. As plantas atuais apresentam diversas adaptações que possibilitam a colonização do ambiente terrestre.

        As plantas terrestres possuem estruturas para diminuir ou impedir a perda de água, como a cutícula, uma camada de revestimento que reduz a evaporação, principalmente nas folhas.

        No ambiente terrestre, as plantas retiram água principalmente do solo. As briófitas são avasculares (sem tecidos condutores), e a condução de água e de sais minerais das suas raízes para as demais estruturas do corpo é realizada de uma célula para outra, por um processo chamado difusão.

        O transporte de seiva por difusão é lento e só é viável em plantas de pequeno porte. No processo evolutivo dos grupos de plantas, o surgimento dos tecidos condutores permitiu um transporte de água e nutrientes mais eficiente, o que possibilitou às plantas vasculares (com tecidos condutores) atingir tamanhos maiores.

        As briófitas e as pteridófitas necessitam de água para a reprodução, o que as torna dependentes de ambientes úmidos, mesmo sendo terrestres. Já as gimnospermas e as angiospermas apresentam estruturas reprodutivas que as tornam independentes da água para a reprodução.

        As gimnospermas e as angiospermas têm sementes que envolvem o embrião, protegendo-o e evitando a perda de água. Nas angiospermas, a flor está relacionada a aspectos reprodutivos, e o fruto protege a semente, facilitando também sua dispersão.

        Briófitas

        As briófitas são plantas de tamanho pequeno, atingindo poucos centímetros de altura. Vivem preferencialmente em locais úmidos e sombreados. Desenvolvem-se diretamente no solo ou ocupam a superfície de troncos de árvores e rochas. Os representantes mais comuns das briófitas são os musgos, as hepáticas e os antóceros.

        As briófitas são avasculares. Não possuem sementes, flores ou frutos. Essas plantas são formadas por estruturas simples e não apresentam raiz, caule ou folhas verdadeiros.

        Pteridófitas

        As pteridófitas são vasculares e possuem raiz, caule e folhas verdadeiros. A maioria das espécies de pteridófitas é terrestre e vive preferencialmente em ambientes úmidos e sombreados. Não apresentam flores, frutos ou sementes. Os exemplos mais comuns de pteridófitas são as samambaias, as avencas, os licopódios e as cavalinhas.

        O caule das pteridófitas é geralmente subterrâneo e horizontal, chamado rizoma.

        As folhas desse grupo vegetal dividem-se em folíolos. Na época da reprodução, pequenos pontos escuros, chamados soros, surgem na superfície inferior dos folíolos. Nos soros são produzidos os esporos, estruturas reprodutivas assexuais.

        Gimnospermas

        As gimnospermas vivem preferencialmente em regiões de clima frio ou temperado. No Brasil, ocorrem naturalmente em locais geralmente com altitudes elevadas nas regiões Sul e Sudeste. Há apenas duas espécies de gimnospermas nativas brasileiras: a araucária, também conhecida como pinheiro-do-paraná (Araucária angustifólia), que produz os pinhões, utilizados na culinária brasileira, e o pinheiro-bravo (Podocarpus lambertii). A seguoia, gimnosperma nativa da América do Norte, chega a atingir mais de 100 metros de altura.

        As gimnospermas, assim como as pteridófitas, são plantas vasculares com raiz, caule e folhas verdadeiros. Algumas espécies apresentam folhas em forma de agulha, o que diminui a perda de água por evaporação e, em locais com inverno rigoroso, reduz o acúmulo de neve sobre a superfície foliar, evitando o congelamento.

        As plantas desse grupo apresentam sementes nuas, pois não há produção de frutos. A denominação gimnosperma vem do grego gymnos, “nu, e sperma, “semente”. As sementes abrigam, protegem e nutrem o embrião, garantindo, assim, o seu desenvolvimento até o surgimento das primeiras folhas.

        Angiospermas

        As angiospermas são as plantas mais comuns e abundantes que existem, podendo ser encontradas em vários tipos de hábitat, como ambientes aquáticos ou regiões de clima desértico. Quanto ao porte, podem ser herbáceas (ervas e gramas), arbustivas (arbustos) ou arbóreas (árvores e palmeiras). São exemplos de angiospermas o manjericão, a azaleia e os ipês.

        Assim como as pteridófitas e as gimnospermas, as angiospermas são plantas vasculares. Essas plantas têm raiz, caule, folhas e sementes. No entanto, diferentemente das gimnospermas, cujas sementes são nuas, as angiospermas possuem sementes protegidas pelo fruto. O desenvolvimento de estruturas da flor das angiospermas dá origem ao fruto.

Fonte: SADAVA, D. et al. Vida: a ciência da biologia. Porto Alegre: Artmed, 2009.

Fonte: Set Brasil. Ensino Fundamental, anos finais, 7º ano, livro 2. Thaís Ginícolo Cabral – São Paulo: Moderna, 2019. p. 223-229.

Entendendo o texto:

01 – Quais são os três principais critérios utilizados pelos botânicos para classificar as plantas nos quatro grandes grupos (briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas)?

      Os critérios utilizados são a presença ou ausência de: Tecidos condutores de seiva (vasos condutores). Sementes. Frutos.

02 – Qual é o principal motivo pelo qual as briófitas (avasculares) são plantas de pequeno porte, e como o surgimento dos tecidos condutores nas plantas vasculares resolveu essa limitação?

      As briófitas são pequenas porque o transporte de água e nutrientes é lento, feito por difusão (de célula para célula), o que só é viável em plantas de porte diminuto. O surgimento dos tecidos condutores (vasculares) tornou o transporte mais eficiente, permitindo que as plantas vasculares atingissem tamanhos maiores.

03 – Quais dos quatro grupos de plantas (briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas) ainda dependem da água para a reprodução, e quais se tornaram independentes?

      Dependentes de água para reprodução: Briófitas e pteridófitas.

      Independentes de água para reprodução: Gimnospermas e angiospermas, devido ao desenvolvimento de estruturas reprodutivas mais adaptadas ao ambiente terrestre.

04 – Cite três características das briófitas, incluindo sua vascularização e a presença de estruturas reprodutivas complexas.

      São avasculares (sem tecidos condutores).

      São de tamanho pequeno (atingem poucos centímetros).

      Não possuem sementes, flores ou frutos e não apresentam raiz, caule ou folhas verdadeiros.

05 – Qual é o tipo de caule geralmente encontrado nas pteridófitas, e qual é o nome das estruturas reprodutivas assexuadas produzidas nos pontos escuros (soros) na superfície das folhas?

      O caule das pteridófitas é geralmente subterrâneo e horizontal, chamado rizoma. As estruturas reprodutivas assexuadas produzidas nos soros são os esporos.

06 – Explique o significado do nome "Gimnosperma" e cite uma adaptação foliar que permite a algumas espécies sobreviver em regiões de clima frio.

      O nome Gimnosperma vem do grego, significando gymnos ("nu") e sperma ("semente"), indicando que suas sementes são nuas, ou seja, não são protegidas por frutos. Uma adaptação foliar é a forma de agulha, que diminui a perda de água por evaporação e reduz o acúmulo de neve, prevenindo o congelamento.

07 – O que torna as angiospermas o grupo de plantas mais comum e abundante no planeta, diferenciando-as das gimnospermas no aspecto reprodutivo?

      As angiospermas são as mais abundantes por apresentarem flores (relacionadas à reprodução) e, principalmente, sementes protegidas pelo fruto. O fruto protege a semente e facilita sua dispersão, o que garantiu o sucesso evolutivo e a ampla distribuição desse grupo.

 

 

NOTÍCIA: OCEANO ÁRTICO SOFRE RÁPIDO PROCESSO DE ACIDIFICAÇÃO, DIZ ESTUDO - COM GABARITO

 Notícia: Oceano Ártico sofre rápido processo de acidificação, diz estudo.

        Excesso de CO² na atmosfera faz a água do mar absorver gás e ficar ácida. Segundo cientistas, o fenômeno prejudica ecossistemas

        O Oceano Ártico sofre com um rápido processo de acidificação devido às emissões de CO², um fenômeno que ameaça os frágeis ecossistemas da região, alertaram cientistas do Programa de Monitoramento e Avaliação do Ártico (Amap, na sigla em inglês), que reúne estudiosos de vários países.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjRxAu2Ndzwp0V6Wh4jxu7fnM4EpX8gdIhYFZOzz5kcqc23-CFoJCVoYjyW2M0Ox6vbaQ2yq8mGMuQptMYBX-LA-Gak2k9-1YPQ1ri4adh5ja95Baa7jWtdUdGUY83uexu6mOG4HmgeQ5xRKAnWEQTBtfa9Z9FtAnoARLbwgL4RdIhdn03YRXRJh0zWA-E/s1600/images.jpg


        As informações foram divulgadas [...] em uma conferência internacional sobre a acidificação dos oceanos, que acontece na Noruega.

        Segundo a investigação, a acidez das águas nesta parte do planeta aumentou 30% desde o início da era industrial. O Ártico é o mais vulnerável dos oceanos porque suas águas frias absorvem mais CO² e recebem a água doce vinda dos rios e do degelo. Tais fatos reduzem a capacidade do oceano de neutralizar quimicamente o ácido proveniente do CO².

        Além disso, o crescente degelo das calotas durante o verão deixou descobertas superfícies marinhas cada vez maiores, que contribuem para maior absorção do dióxido de carbono. Segundo o estudo, no Mar da Islândia e no Mar de Barents, o pH diminuiu cerca de 0,02 por década desde o final dos anos de 1960.

        Recuperação lenta 

        Os pesquisadores alertaram ainda que a superfície dos mares árticos sofrem mais rapidamente este processo do que as águas mais profundas.

        Outro ponto citado pelo estudo é que, mesmo que as emissões do gás de efeito estufa caíssem, seriam necessários milhares de anos para que os oceanos recuperem seu nível de acidez de antes do período industrial, há dois séculos, de acordo com o pesquisador norueguês Richard Bellerby, autor de um relatório científico sobre o assunto.

        O impacto da acidificação é pouco conhecido, mas atinge de forma diferente os ecossistemas. No interior do Ártico, por exemplo, corais, moluscos e outros organismos tiveram a capacidade de calcificação alterada.

        O processo ocorre devido à absorção pelos oceanos do excesso de dióxido de carbono na atmosfera, o que torna a água mais ácida. Estruturas rígidas como as conchas de ostras e o esqueleto dos corais são as mais afetadas pela alteração.

Fonte: Oceano Ártico sofre rápido processo de acidificação, diz estudo. G1, 6 de maio de 2013. Disponível em: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/05/oceano-artico-sofre-rapido-processo-de-acidificacao-da-agua-diz-estudo.html. Acesso em: 6 maio 2019.

Fonte: Set Brasil. Ensino Fundamental, anos finais, 9º ano, livro 2. Thaís Ginícolo Cabral – São Paulo: Moderna, 2019. p. 216-217.

Entendendo a notícia:

01 – Qual é a causa principal e o mecanismo do rápido processo de acidificação do Oceano Ártico?

      A causa principal é o excesso de CO² na atmosfera (dióxido de carbono). O mecanismo é a absorção desse gás pela água do mar, o que torna a água mais ácida.

02 – O Oceano Ártico é o mais vulnerável à acidificação. Quais são os três fatores que contribuem para essa vulnerabilidade, segundo o estudo?

      O Ártico é o mais vulnerável devido a:

      Suas águas frias, que absorvem mais CO².

      O recebimento de água doce vinda dos rios e do degelo.

      O degelo crescente das calotas no verão, que descobre superfícies marinhas maiores, contribuindo para maior absorção de dióxido de carbono.

      Os fatores 1 e 2, juntos, reduzem a capacidade do oceano de neutralizar quimicamente o ácido.

03 – Em termos quantitativos, quanto a acidez das águas do Ártico aumentou desde o início da era industrial e qual a taxa de diminuição do pH registrada em algumas áreas?

      A acidez das águas do Ártico aumentou 30% desde o início da era industrial.

      Nos mares da Islândia e de Barents, o pH (medida de acidez) diminuiu cerca de 0,02 por década desde o final dos anos 1960.

04 – Quais organismos marinhos são os mais afetados pela acidificação e qual a alteração biológica que o fenômeno provoca neles?

      As estruturas rígidas são as mais afetadas, como conchas de ostras e o esqueleto dos corais, além de moluscos e outros organismos. A acidificação altera a capacidade de calcificação desses organismos, o que é essencial para a formação dessas estruturas.

05 – Mesmo que as emissões de gases de efeito estufa fossem interrompidas, qual seria o tempo estimado para que os oceanos recuperassem o nível de acidez pré-industrial?

      Segundo o pesquisador Richard Bellerby, mesmo que as emissões de CO² caíssem, seriam necessários milhares de anos para que os oceanos recuperassem seu nível de acidez de antes do período industrial, que ocorreu há dois séculos.

 

 

 

CONTO: A MÁQUINA EXTRAVIADA - FRAGMENTO - JOSÉ J. VEIGA - COM GABARITO

 Conto: A Máquina Extraviada – Fragmento

          José J. Veiga

        Você sempre pergunta pelas novidades daqui deste sertão, e finalmente posso lhe contar uma importante. Fique o compadre sabendo que agora temos aqui uma máquina imponente, que está entusiasmando todo o mundo. Desde que ela chegou — não me lembro quando, não sou muito bom em lembrar datas — quase não temos falado em outra coisa; e da maneira que o povo aqui se apaixona até pelos assuntos mais infantis, é de admirar que ninguém tenha brigado ainda por causa dela, a não ser os políticos.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEir3w_cHaWZhQbSTVCG1zbc5a9s-S3Wf2Xo-OV6XY_50SkIdpFIR-rs7_OMzPzjUcz846gV5c3GDAp4D00clk1wRniSnB4kNMEwWPoTSwb93_hNVBCQSJBADUZcHsjAm4Nrh9FbYp_5OiKkf7S7GbseC1-s9mzyTpVGv3_ewiRZB1JgaL21QjTVYuNnmXs/s320/202101090902s-a_maquina_extraviada_jose_veiga-0.jpg

        A máquina chegou uma tarde, quando as famílias estavam jantando ou acabando de jantar, e foi descarregada na frente da Prefeitura. Com os gritos dos choferes e seus ajudantes (a máquina veio em dois ou três caminhões) muita gente cancelou a sobremesa ou o café e foi ver que algazarra era aquela. Como geralmente acontece nessas ocasiões, os homens estavam mal-humorados e não quiseram dar explicações, esbarravam propositalmente nos curiosos, pisavam-lhes os pés e não pediam desculpa, jogavam pontas de cordas sujas de graxa por cima deles, quem não quisesse se sujar ou se machucar que saísse do caminho.

        Descarregadas as várias partes da máquina, foram elas cobertas com encerados e os homens entraram num botequim do largo para comer e beber. [...] Atribuímos essa esquiva ao cansaço e à fome deles e deixamos as tentativas de aproximação para o dia seguinte; mas quando os procuramos de manhã cedo na pensão, soubemos que eles tinham montado mais ou menos a máquina durante a noite e viajado de madrugada.

        A máquina ficou ao relento, sem que ninguém soubesse quem a encomendou nem para que servia. E claro que cada qual dava o seu palpite, e cada palpite era tão bom quanto outro.

        [...]

VEIGA, José J. A máquina extraviada. In: BOSI, Alfredo (ORG.). O conto brasileiro contemporâneo. São Paulo: Cultrix, 1985.

Fonte: Da escola para o mundo. Roberta Hernandes; Ricardo Gonçalves Barreto. Ensino Fundamental – Anos finais. Projetos integradores 8º e 9º anos. Ed. Ática. São Paulo, 1ª edição, 2018. p. 14.

Entendendo o conto:

01 – Qual é o principal acontecimento relatado pelo narrador ao seu compadre no sertão?

      O principal acontecimento é a chegada de uma máquina imponente na localidade. O narrador enfatiza que a máquina entusiasmou "todo o mundo" e se tornou o assunto dominante, sendo novidade mais importante que ele tem para contar.

02 – Onde a máquina foi descarregada e em que momento do dia ela chegou?

      A máquina chegou em uma tarde, no momento em que as famílias estavam jantando ou acabando de jantar, e foi descarregada na frente da Prefeitura.

03 – Como foi a atitude dos choferes e ajudantes que trouxeram a máquina em relação aos curiosos da cidade?

      Os homens estavam mal-humorados e foram bastante rudes com os curiosos. Eles não quiseram dar explicações, esbarravam propositalmente, pisavam nos pés das pessoas sem pedir desculpa e jogavam cordas sujas de graxa, demonstrando impaciência e descaso.

04 – O que aconteceu com a máquina e com os homens que a trouxeram durante a noite e a madrugada?

      Durante a noite, os homens montaram mais ou menos a máquina (as várias partes que estavam sob encerados). Na madrugada, eles viajaram, deixando a máquina ao relento e sem que ninguém soubesse quem a encomendou ou para que servia.

05 – Qual é o mistério que envolve a máquina no final do fragmento e como a população reagiu a isso?

      O mistério é que a máquina foi deixada ao relento, sem que ninguém soubesse quem a encomendou nem qual era sua finalidade (para que servia). A população reagiu a isso dando palpites, sendo que, segundo o narrador, "cada palpite era tão bom quanto outro."

 

TEXTO: RAIZ E CAULE - FERRI, M.G. - COM GABARITO

 Texto: Raiz e caule

        As raízes fixam a planta e absorvem água e sais minerais. Já o caule é responsável pelo transporte da seiva e pela sustentação da planta.

        A raiz e suas partes

        A raiz é o órgão que fixa a planta ao solo ou a outro substrato e dele absorve água, sais minerais e o gás oxigênio necessário à respiração celular.

        Em uma raiz podemos identificar regiões: coifa, zona de multiplicação celular, zona de alongamento, zona pilífera e zona de ramificação.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgLdhfxleKE2mJ5FMJEYIWzQ9C5pt8mq5bIdGLglOZaLJMTVtJ8pBE7LWhm4PqBeIR_LfSrKX92upZdxTBgkpJDWIbOhxa3nX-08lp0T_SDxTImH6TWfoP40aHp5KpZCoXagedp2yOoes07uryeKVx9tb69GeJDTaOP5zAp_m-K7EjTH2y_I6bBpY80CMY/s320/partes-plantas-706128502.jpg


        A coifa é um envoltório formado por células mortas. Ela protege a ponta da raiz do atrito com as partículas do solo.

        A zona de multiplicação celular é a região da ponta da raiz protegida pela coifa. É composta de células que se multiplicam com frequência, ocasionando o crescimento da raiz.

        A região acima da coifa é a zona alongamento. Nela, as células se alongam, fazendo com que a raiz aumente em comprimento.

        A zona pilífera, também chamada de região de absorção, é composta de pelos absorventes que retiram água e sais minerais do solo ou do substrato. Essas substâncias compõem a seiva mineral.

        Da chamada zona de ramificação, partem raízes secundárias que auxiliam no suporte da planta e na absorção de água e de sais minerais.

        Tipos de raízes

        É possível classificar as raízes em pivotantes e fasciculadas. 

        As raízes pivotantes, também chamadas de axiais, são constituídas por uma raiz principal desenvolvida, visivelmente diferenciada, da qual partem raízes laterais menores, chamadas raízes secundárias.

        As raízes fasciculadas, também chamadas de adventícias, são formadas por várias raízes finas que apresentam aproximadamente o mesmo tamanho. Nesse tipo de sistema radicular, não existe uma raiz principal claramente diferenciada.

        A maioria das raízes é subterrânea, mas existem também raízes aéreas (que ficam acima da superfície do solo) e aquáticas.

        Há raízes modificadas que desempenham funções específicas. Entre elas incluem-se raízes sugadoras (extraem materiais de outras plantas), raízes tuberosas (armazenam substâncias), raízes respiratórias (captam gás oxigênio do ar) e raízes tabulares (auxiliam na fixação da planta).

        O caule e suas partes

        O caule das angiospermas dá sustentação à planta. Ele também transporta a água, os sais minerais e o alimento produzido na fotossíntese. Alguns caules também fazem fotossíntese.

        De maneira geral, o caule é composto de gema apical, gemas laterais, nós e entrenós.

        A gema apical, também conhecida como meristema apical, é um conjunto de células indiferenciadas localizado no ápice das plantas. A multiplicação dessas células promove o crescimento em comprimento do caule.

        A gema lateral é um conjunto de células indiferenciadas localizado na junção entre as folhas e o caule. A multiplicação dessas células permite o crescimento de ramos laterais.

        Nó é a região do caule da qual surgem as folhas. A região entre dois nós consecutivos é denominada entrenó.

        Transporte de seiva

        A condução das seivas mineral e orgânica pode ocorrer por difusão da célula para célula, como nas briófitas, ou pelos tecidos de condução (xilema e floema), como nas plantas vasculares.

        O xilema é constituído por células que formam tubos muito finos e que conduzem a seiva mineral desde as raízes até as folhas. A capilaridade é a propriedade que os líquidos têm de subir por tubos muito finos. Quanto mais estreito o diâmetro do tubo, mais alto é o nível atingido pelo líquido que sobe por ele. por isso, a capilaridade é um dos fatores que possibilitam a chegada da água absorvida pelas raízes até as folhas do topo das árvores.

        O floema conduz a seiva orgânica, geralmente das folhas para as diversas partes da planta. De maneira geral, as células do floema mais próximas das folhas apresentam maior concentração de açúcares produzidos pela fotossíntese. Isso faz com que essas células recebam água, arrastando os açúcares em direção às outras partes da planta.

        Tipos de caules

        Os caules podem ser subterrâneos, aquáticos ou aéreos.

        Os caules subterrâneos são aqueles que se desenvolvem sob o solo e podem ser classificados em rizoma, tubérculo e bulbo. Rizoma é o caule que cresce na direção horizontal, sob a superfície do substrato. Os caules da bananeira, da espada-de-são-jorge e do gengibre são exemplos de rizomas. O caule que acumula material nutritivo de reserva para a planta é denominado tubérculo. Alguns, como a batata-inglesa, são usados na alimentação humana. O bulbo é formado por um caule reduzido e recoberto por folhas modificadas, que protegem a gema apical. Dele partem raízes, que fixam a planta ao solo. Alguns bulbos, como a cebola e o alho, são comestíveis.

        Os caules aquáticos podem ser flutuantes ou servir para fixar a planta ao substrato. Geralmente são clorofilados e pouco desenvolvidos.

        A maioria dos caules é aérea, ou seja, cresce acima do solo. Os caules aéreos podem ser classificados como eretos, trepadores ou rastejantes. Os caules eretos crescem perpendicularmente ao solo, como o tronco de árvores, os bambus e as palmeiras. Os caules trepadores são típicos de plantas que crescem sobre ou se enroscam em um suporte. Plantas como chuchu, uva e maracujá têm caules trepadores. Os caules rastejantes crescem rente ao solo, fixando-se nele em diversos pontos pelas raízes. A grama, o morango, a melancia e a abóbora têm caules rastejantes.

Fonte: FERRI, M. G. Botânica: morfologia externa das plantas. São Paulo: Nobel, 1983.

Fonte: Set Brasil. Ensino Fundamental, anos finais, 7º ano, livro 2. Thaís Ginícolo Cabral – São Paulo: Moderna, 2019. p. 230-233.

Entendendo o texto:

01 – Quais são as duas funções primárias da raiz e quais substâncias ela absorve do solo que formam a seiva mineral?

      As funções primárias da raiz são a fixação da planta ao solo/substrato e a absorção de substâncias. Ela absorve água, sais minerais e gás oxigênio para a respiração celular, sendo que a água e os sais minerais compõem a seiva mineral.

02 – Qual região da raiz é responsável pela absorção de água e sais minerais, e por quais estruturas ela é composta?

      A região responsável é a zona pilífera (ou região de absorção), composta por pelos absorventes que retiram a água e os sais minerais do solo.

03 – Quais são os dois principais tipos de sistemas radiculares e qual é a principal diferença morfológica entre eles?

      Os tipos são pivotantes (ou axiais) e fasciculadas (ou adventícias).

      Pivotantes: Apresentam uma raiz principal desenvolvida e visivelmente diferenciada, da qual partem raízes laterais menores.

      Fasciculadas: São formadas por várias raízes finas de aproximadamente o mesmo tamanho, sem uma raiz principal claramente diferenciada.

04 – Quais estruturas do caule são responsáveis pelo crescimento da planta em comprimento e pelo crescimento de ramos laterais?

      O crescimento em comprimento do caule é promovido pela multiplicação das células da gema apical (ou meristema apical).

      O crescimento de ramos laterais é promovido pela multiplicação das células das gemas laterais.

05 – Qual tipo de seiva é conduzido pelo xilema e como a propriedade da capilaridade auxilia o transporte dessa seiva em árvores altas?

      O xilema conduz a seiva mineral (água e sais). A capilaridade é a propriedade que permite que os líquidos subam por tubos muito finos. Como o xilema é formado por tubos finos, essa propriedade ajuda a levar a água absorvida pelas raízes até as folhas do topo das árvores.

06 – Qual tipo de seiva é transportado pelo floema e como a concentração de açúcar nas células próximas às folhas influencia o transporte dessa seiva para o resto da planta?

      O floema transporta a seiva orgânica (açúcar produzido na fotossíntese). A alta concentração de açúcares nas células próximas às folhas faz com que essas células recebam água, o que, por sua vez, arrasta os açúcares em direção às outras partes da planta.

07 – Cite e defina brevemente dois tipos de caules subterrâneos, incluindo um exemplo comestível para cada um.

      Tubérculo: É o caule que acumula material nutritivo de reserva para a planta. Exemplo: a batata-inglesa.

      Bulbo: É formado por um caule reduzido recoberto por folhas modificadas. Exemplo: a cebola (ou o alho).